Posts Tagged “pensar”

Será que existe receita de bolo para amar ou ser amado?

Eu acho que não, mas tenho certeza que quem, como eu, foi atingido em cheio pela flecha do cúpido, sabe e sente que existem alguns pontos que são sempre iguais, alguns sentimentos e formas de sentir que sempre se encaixam em vários relacionamentos, e quando falta algum desses pontos, o amor esfria e acaba.

Ler o restante »

Comments Nenhum comentário »

Livros sempre são bons, mas esse ai ao lado é um dos melhores. É um clássico de “ficção científica” que fecha a Trindade Inglessa de livros do mesmo gênero, sendo eles 1984 de George Orwell e Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley, do qual já falei em uma dica de sexta, e o Laranja Mecânica de Anthony Burgess, que falarei agora.

Laranja Mecânica é narrada em primeira pessoa, onde o personagem principal, Alex, tem sua gangue e sai pelas ruas de londres botando o terror em tudo e em todos, que era uma visão de futuro de Burgess. Essa gangue não era a única, a época do livro se passa justamente num mundo dominado por crianças arruaceiras que ditavam as regras. A realidade da época é muito violenta, porém isso só diverte os garotos.

Uma das grandes sacadas de Burgess no livro é o vocabulário utilizado pelos adolescentes da época, a linguagem nadsat, como é chamada no livro. Todas as gírias foram criadas por Burgess, mas todas tem um sentido e um fundamento, seja em alguma palavra na lingua inglessa antiga, misturada com o alemão ou alguma palavra alemã “inglessada” entre outras! Inclusive, a versão da capa ao lado tem um “manual” de leitura que contaa história da escrita, das gírias e do próprio Burgess, para que você entre na Inglaterra que Burgess queria que você entrasse.

Fora as gírias, Alex é uma figura a parte, que adora música clássica e ve nela inspiração para bater, também tem seu próprio modo de falar, com vicios como “tipo assim” e dobras palavras no final, como “escolacola” entre outros.

O livro é divido em três partes, a primeira conta a história de Alex e seus ‘druguis’ nas ruas e em como foi capturado, a segunda, se ambienta em como Alex foi parar na prisão e passou pelo processo de reabilitação chamado ‘Ludovico’. A terceira parte mostra como é a volta de Alex as ruas e as reações que com certeza deixam os leitores com uma pulga atrás da orelha.

Quando se fala em Laranja Mecânica, logo temos em mente o filme. E não é por menos, pois o filme é um puta de um filme, com certeza, além de que foi dirigido por Kubrick que nunca deixou a desejar em seus filmes. O filme mostra bem o que o livro quis mostrar, principalmente quanto a vestuário e moda da época em contraste com a moda nadsat, o comportamento deles e também o tratamento de reabilitação, que foi muito bem revivido por Kubrick.

O livro tem uma leitura rápida, no início é dificil por conta das gírias, mais depois que se acustuma, você até as utiliza no dia a dia. Muito Horrorshow. Para quem gosta de ficção e em saber como achavam que seria o mundo a algumas décadas atrás é um livro imperdível!

Recomendação do Arte de Pensar!

C’ya

Comments Nenhum comentário »

Já perceberam o surrealismo da vida? Ás vezes você se pega imaginando o porquê de estar vivo, ou o de onde veio essa cadeira que estou sentado, ou como surgiu a idéia de criarem uma tela com luz que conseguisse mostrar tudo que fosse digitado… É estranho, mas é verdade.

Pensamentos corriqueiros assim são comuns em todas as pessoas, as vezes parecemos estar em alpha, quase que totalmente compenetrados em um objeto. Tão compenetrados que parecemos fazer parte dele, tão íntimos que ás vezes pensamos conseguir sentí-lo, mas algo tira nossa atenção e o objeto se torna uma objeto novamente. É um sentimento único, de leveza e de concentração.

Ás vezes acontece a mesma coisa quando se está trabalhando, ou mesmo, postando em seu blog, assistindo a um filme,  o mundo ao seu redor some, e você ouve apenas o teclar de seus dedos e a sua própria voz falando com você mesmo, como se somente você no mundo se entendesse. Um momento de sublime concentração, que ao soar de qualquer coisa, pode te tirar desse profundo momento. É um momento tão delicado, que você esquece quem é você, e apenas vai cuspindo pensamentos, criando e especulando sobre tudo, tentando remoer em seu cérebro alguma resposta, uma espécia de CTRL+F cerebral. Tudo passa tão rápido que ao acordar desse momento, você não consegue imaginar quanto tempo perdeu em seus próprios devaneios. E isso é ótimo.

Pode parecer loucura, mas é verdade.

Comments Nenhum comentário »

Nietzsche. Sim, são 5 consoantes.
Nietzsche. Sim, são 5 consoantes.

Quem se lembra daquela chamadinha da peça “Quando Nietzsche chorou” que passava no SBT durante a tarde? É… Não é o Cassio Scapin e o elenco da peça que conheciam esse cara. Ele foi e ainda é uma grande fonte de pensamentos, teorias e discussões sobre o quesito vida e a filosofia em geral. Para quem não conhece o cara, vou apresetar-lo, pra quem já conhece, deixem mais informações legais e relevantes nos comentários!
Ler o restante »

Comments Nenhum comentário »

 É dificil acreditar numa criança né? Nunca se sabe se ela está falando sério ou brincando, sem contar que a gente sempre acha que ela ainda é muito pequena para entender certas coisas.

O filme se passa em Buenos Aires, por volta da década de 1960. Valentin é um garoto de 9 anos que vive com sua avó. Filho de pais separados, mora numa pacata rua e estuda num dos melhores colégios da região e passa seu tempo sonhando em se tornar astronauta.  Seu pai as vezes vem visitá-lo e seu tio também. O pai de Valentin é um namorador e a mãe de Valentin nunca foi apresentada ao garoto.

Entre brigas e risadas com sua avó, que perdeu o marido a pouco tempo, Valentin vai contando os detalhes de sua vida de uma visão muito mais madura do que sua idade, levando assim o telespectador a sentir uma enorme empatia pelo pequeno personagem. Com poucos amigos e a dificuldade que possui em encontrar uma boa namorada para seu pai e assim “substituir” sua mão, Valentin faz de tudo para deixar as coisas da melhor forma, está sempre desposto a ajudar, pois é assim que ele se sente feliz, quando tudo está bem.

Um belo filme Argentino que com certeza emociona e muda o dia de quem assistir. Mostra como a vida pode ser difícil até para uma criança, que em tese, não teria que se preocupar com tantas coisas. No final do filme você se sente como Valentin, e consegue compreender que as responsabilidades e as preocupações mudam mas sempre com o mesmo peso. A maturidade do garoto deixa claro que é possível sonhar e ser feliz mesmo diante das mais corriqueiras dificuldades.

Para quem gosta de filmes contados por seus personagens principais, como o famoso Amélie Poulin, é um prato cheio. Uma bela obra do diretor Alejandro Agresti (que até participa como ator, representando o pai de Valentin) e o pequeno Rodrigo Noya o grande Valentin. Recomendo!

Obs: Dica postada no sábado as 00:41… Ah, me dêem um crédito, vai! =)

C’ya.

Comments Nenhum comentário »

Hieronymus Bosch: Os Sete pecados capitais, 1480, óleo sobre madeira (mesa), 120 x 150 cm. Museu do Prado

Hieronymus Bosch: Os Sete pecados capitais, 1480, óleo sobre madeira (mesa), 120 x 150 cm. Museu do Prado

:: Atenção::
O texto abaixo tratará de assuntos polêmicos e poderá ser ofensivo. Comentem sobre o texto, e deêm suas opiniões. Caso não concordem, comentem os pontos divergentes e adicionem idéias.
Expressem-se!

O que é pecado:

“O pecado é descrito na Bíblia como transgressão à lei de Deus (I João 3:4) e rebelião contra Deus (Deuteronômio 9:7; Josué 1:18). O pecado teve seu começo com Lúcifer, a “estrela brilhante, o filho da manhã”, o mais belo e poderoso dos anjos. Não satisfeito de ser tudo isto, ele desejou ser o Deus altíssimo e esta foi sua queda e o começo do pecado (Isaías 14:12-15). Renomeado Satanás, ele trouxe o pecado à raça humana no Jardim do Éden, onde ele tentou Adão e Eva com a mesma fascinação: “sereis como Deus”. Gênesis 3 descreve a rebelião de Adão e Eva contra Deus e contra Seus mandamentos. Desde este tempo, o pecado tem sido passado através de todas as gerações da espécie humana e nós, descendentes de Adão, herdamos dele o pecado. Romanos 5:12 nos diz que através de Adão, o pecado entrou no mundo e assim a morte veio a todos os homens, porque “o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23).”

No dicionário: “s.m. Religião Transgressão da lei de Deus ou dos mandamentos da Igreja.”

É amigos! Sempre quando falamos de pecado pensamos em espiritualidade. E não é pra menos, pois é sempre assim que vimos e ouvimos falar deles. Deus, na Bíblica, define o que é o pecado, porém não aponta quais são e suas respectivas importâncias. A seguir, vamos levar em paralelo o pecado religioso com o pecado socialmente falando.

Ler o restante »

Comments 6 comentários »

O Título do post indica o que o quase altista simplório Forrest Gump, personagem principal do clássico Forrest Gump – O Contador de Histórias (1994)  incorporado por Tom Hanks, fazia quando a coisa lhe apertava.

Por mais importante que seja essa frase no filme, ela não chega ao pés a mensagem “original” que ele traz.

O início é contado por ele, sentado em um banco em um ponto de ônibus, onde pessoas sentam ao seu lado, e ele inicia as conversas contando sua vida. Cada pessoa que fica ao seu lado ouvindo sua história tem uma reação diferente, deixando um ar mais comôdo a todos os espectadores, pois nunca se sabe quem está ouvindo ou como vão reagir. Alguns não dão atenção, outros se irritam com as histórias contadas outras acreditam e até apoiam, assim como os que assistem.

Dentre as histórias contadas por Forrest, podemos citar que, quando tinha uma mal jeito nas pernas, ensinou a Elvis Presley (que esteve hospedado na casa da mãe de Forrest) o famoso gingado na cintura. Forret também cumprimentou o Presidente Kennedy quando foi convocado à seleção universitária de Futebol Americano. Também é legal lembrar de como foi ao vietnã, salvou vários de seus companheiros e foi condecorado com uma medalha de honra. Ou até mesmo quando Gump, numa entrevista ao programa de Dick Cavett com participação de John Lennon, inspira o cantor a compor Imagine.

Com sua simplicidade e ingenuidade, Gump fica rico, atravessa o país correndo, encontra-se com seu amor Jenny o filho deles, Forrest Gump Jr (que diferente do pai é muito inteligente) – o garoto é interpretado por Haley Joel Osment de O Sexto Sentido e A.I. Inteligência Artificial – antes da morte de Jenny.

Os primeiros minutos do filme fazem você pensar que Forrest é apenas um louco mentiroso, porém aos poucos, você se envolve com o enredo e se deixa levar, assim como Forrest levava a sua vida: “A vida é uma pena carregada pelo vento”. Essa frase mostra o que o filme diz. Simples, maduro, ingênuo e muito bom. Além dessa, Forrest também dizia que sua mãe sempre falava que “a vida é como uma caixinha de bombons, nunca se sabe o que vai encontrar” entre outras.

Forrest interpretava o mundo de outra forma, e o ganhou por isso. Essa façanha só foi possível graças a sua ingenuidade e sinceridade. Forrest só foi ele mesmo o tempo todo.

Bom, Forrest Gump – O contador de Histórias é um ótimo filme para quem gosta de refletir enquanto lambe o sal da pipoca dos dedos. É um clássico e faz jus aos 6 Oscars ganhos dos 13 ao quais foi indicado.

Assistam, vale a pena. E para encerrar uma outra frase dita por ele: “Posso não ser inteligente; Mas sei o que é amar”.

C’ya

Comments Nenhum comentário »

Viagem de buzão dá nisso. Textinho criado por mim da sé até o Terminal Santo Amaro (São Paulo, SP):

O relato de alguém que agora sorri de Oeste a Leste por ter saído da linha vermelha da conta bancária:

Eu tava numa Barra, bicho. Mas era uma Barra Funda!
Não dáva, nem Marechal Deodoro podia me ajudar. Rezei até pra Santa Cecília.
Falei até com o Presidente da República! Mas não deu.
Tive que apelar. Fui até à tribo Anhangabaú e o pajé me deu perda total.
Fui até a Catedral da Sé, e o padre me deu uma missão. Chegar à Terra prometida!
Me senti Pedro II… Como diria minha vó, ‘ia morrer no Brás’.
No caminho, pisei na Bresser de um cachorro… Olha, eu estava literalmente na Móoca.
Mass enfim cheguei a terra de Jesus, Belém!
Chegando lá já avistei vários milagres. Tinha cachorro de patins, gato de bicicleta, Tatuapé, tinha de um tudo!
Já sentindo os efeitos da benção, minha carteira se encheu de dinheiro, até um Carrão apareceu na minha frente.
Acho que Jesus teve Penha de mim…
Bom, comprei minha casa na Vila Matilde! É como dizem, a Guilhermina-Esperança é a última que morre!
Me sentia um Patriarca.
Contei essa história para meu amigo Artur Alvim… Ele disse:
- É mentira! Isso não aconteceu nem aqui, nem em Itaquera!

=)

C’ya

Comments 1 comentário »

Chega até ser engraçado…

Não muito, mais é. É um sentimento engraçado…

Uma vontade enorme de que aconteça, mas ao mesmo tempo, aquela consciência maior ainda de que não pode acontecer, saca?

Não sei se sou eu que não tô preparado. Mas é díficil.

Maaas, eu tô tranquilo, por enquanto. Não é questão para desespero. Acontece com tantos, pode acontecer com qualquer um. Mas não agora, por favor.

Não vai, na verdade, eu sei que não. Não pode. Eu sinto que não vai ser dessa vez, mas mesmo assim da aquela anciedadezinha marota…

E eu não fui um cara tão mau assim… Não mereço… =

Não que seja uma coisa ruim, mas não, agora não.

Só pra completar o posta anterior: Ouçam Chopin!

Comments Nenhum comentário »