Quem foi o cara que criou as caixinhas de som? Quer dizer… Não vou culpar o cara que conseguiu esse feito, vou culpar o cara que teve a idéia de colocar essas caixinhas de som em pequenos e portáteis aparelhos.
Celulares, MP3~MP10, rádio de pilha, walkman, discman: Num passado não muito distante todos usavam fones, alguns estilosos, outros mais discretos… Mas porquê raios essa moda passou?
Agora a moda é: Desrespeitar leis.
Como assim?
Sempre gostei de andar de ônibus, mas de uns tempos pra cá está cada vez pior. Não pelo aperto ou pelo estresse humano, isso já vinha dos bondes sobre trilhos. Estou falando da capacidade sobre-humana de não perceber quando se está sendo inconveniente. Sim, estou falando das pessoas que ouvem seus pequenos e portáteis aparelhos sonoros sem os fones, obrigando todos a sua volta a compartilhar da maravilha que é a música.
O pior não é ter que ouvir a música, até porque, não sei se alguém lembra, mas os famosos Elemida e Busmidia (aqui em São Paulo pelo menos) tinham som, mas justamente por conta de uma Lei – aquele presa nos vidros do coletivo – o som foi retirado, mas sim por conta do tipo de som que somos obrigados a ouvir. Sempre, claro, sem generalizar, mas a grande maioria dos casos compartilhamos do popular pagode, o internacionalmente debochado black americano e é claro, o folclórico e divertido Funk.
Nada contra nenhum desses estilos musicais, cada um faz o que gosta, mas normalmente as músicas desses 3 estilos em especial são no mínimo repetitivas e/ou barulhentas. Quem nunca se pegou bufando ao ouvir uma cornetinha soar anunciando o remix de “D-d-d-desainha” ou até mesmos os “puntz-puntz” que balançam os LowRiders dos bairros negros americanos?
A Lei Municipal 6.681/65 diz: Proibido o uso de aparelhos sonoros. Não bastasse a clareza da frase, existe o desenho de um aparelho sonoro (tipo um rádio) cortado ao meio. Quem já viu um proibido fumar sacaria de primeira, mas mesmo assim, existem algumas pessoas que não percebem que existem mais pessoas a sua volta que podem não gostar do tipo de música e não são obrigados a ouvirem, ou pessoas que até gostam, mas que gostariam de tirar um cochilo tranquilo na volta para casa, ou até mesmo para ler alguma coisa, ou… Sei lá. É até legal em coletivos menores, como as lotações, quando tem música em tom ambiente ou em alguns trens da CPTM que tocam música clássica.
Só acho que já que não se respeitam as leis, poderiam ao menos respeitar o próximo.
C’ya