Renascimento: Descobrimento do Brasil
Publicado por Walter e arquivado em Sociedade, Textos, tags: arte, brasil, colônia, descobrimento, renascimento
Todo mundo sabe ou deveria saber que o Brasil foi descoberto em 1500, o que pouca gente sabe é que justamente aí, no início do século 16, que um dos maiores movimentos artísticos e filosóficos da Europa estava acontecendo. Era o Renascimento. Em 1500 o Renascimento já estava em seu amadurecimento e caminhando para seu final, mas foi justamente nessa época que grandes descobertas e grandes pensadores apareceram por lá. Exemplos como Leonardo DaVinci (1452~1519), Michelangelo (1475~1564) e Maquiavel (1469~1527) são alguns dos grandes que viveram naquela época (além de Shakespeare, que já entra no Barroco, Martinho Luthero, entre outros).
Agora, queridos amiguinhos, porquê o Brasil, como filho do Renascimento, não começou com o pé direito, sendo que, até onde sabemos, Portugal, também fica na Europa?
O Brasil não foi descoberto com a intenção de se criar um novo sistema de sociedade ou até mesmo uma colônia de férias. Os danadinhos dos nossos colonos saíram de lá contando com a sorte de encontrar um Terra rica em iguarias, para que pudessem explorar ao máximo essa terra e manter a coroa bem-de-vida.
Mas a vida, a vida é um caixinha de surpresas. E numa bela manhã de sol, nosso pequeno notável, Napoleão Bonaparte, quis brincar de guerrinha com Portugal, e a coroa, muito crédula em suas defesas, preferiu fugir. E para onde? Se vocês pensaram Hawaii erraram! Sim, eles vieram com o rabo entre as pernas para o Brasil, improvisando tudo, inclusive residências, dos quais eles desapropriavam dos nossos pobres moradores.
Quando os purtuga vieram, eles começaram a querer realmente “socializar” ou trazer cultura para seu refúgio, e foi aí que começou a nossa cultura, por assim dizer. E daí pra frente, foi só alegria. Aquela miscigenação gostosa e tudo mais. Afinal de contas eles queriam mandar num povo culto, mas eles, já naquela época, sabiam que é muito mas fácil manipular os menos cultos. E talvez seja esse o pecado capital de nosso país.
Agora, 510 anos depois, vemos nossa sociedade, menos não sendo mais colônia, mas com os mesmos pensamentos colonos e felizes. Não somos mais escravos dos europeus, mas somos escravos do trabalho. Não dependemos mais da vontade da coroa, mas ainda estamos sob a tutela de nossos prefeitos, governadores, senadores e presidente. Não temos mais medo de sermos caçados por bandeirantes ou capitães do mato, mas corremos feito loucos dos impostos e das dívidas.
Será que não é hora de pensarmos se realmente ainda vale a pena sermos “colônia”?
C’ya.


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