Pessoas únicas, diferentes ou exceções?
Publicado por Walter e arquivado em Comportamento, Sociedade, tags: anti-social, diferenças, exceções, raras, social, únicas
Sabe aquela pessoa que você vê num ônibus e tem medo? O cara é cheio de tatuagens ou piercings (ou ambos), usa aquela jaqueta de couro que já fez aniversário no corpo dela, ou aquela tia de cabelo roxo, mostrando a barriga e com piercing no umbigo, ou até mesmo aquele garoto franzino, carregando livros de física quântica e com uma camisa com um pinguim estampado e na costas, escrito “Seja Livre”, sabe?
Pessoas que se focam totalmente numa única forma de ser, que é: Do jeito que eu quero. Essas pessoas sempre se dizem “diferentes” ou “únicas” mas será que elas não são apenas… exceções?
Aqueles mais críticos, chamam essas pessoas de “sem senso do ridículo”, eu prefiro chamar de pessoas que fazem da vida o que querem, e isso é um direito delas. Ninguém pode obrigar ninguém a viver de uma forma ou de outra. O direito da vida é PESSOAL e INTRANSFERÍVEL, como sua carteira de habilitação.
Eu acredito que essas pessoas “únicas” tenham seus motivos para serem como são e agirem como agem, mas não acho que seja necessário que elas afirmem e demostrem socialmente o quão foda elas são, em poder controlar a sua própria vida. Não sei se elas tem algum motivo pessoal, como repreensão dos pais, autoestima MUITO alta ou alguma coisa nesse sentido, ou se apenas realmente, não tem noção do ridículo.
Não ligar para o que as pessoas dizem, não quer dizer que as pessoas não vão dizer nada, ou vão se sentir incomodadas, de alguma forma. Não é que a sociedade tenha inveja do quão controlada sua vida é, ou algum preconceito, ou caretice, é o simples fato de esse tipo de pessoa ser uma exceção.
O sentimento não é de preconceito, aversão, asco, pena… É de não compreendimento sobre o motivo dessa pessoa ser assim. Isso causa um transtorno, pois você não imagina essa pessoa tendo uma vida normal. Claro, nós a MASSA, pensamos assim. Mas essas pessoas diferentes tem seus amigos que pensam da mesma maneira ou pessoas que acham essa forma de vida o MÁXIMO e as seguem. No fundo, a grande maioria dos amigos dessas pessoas, as tem próximas, por não terem a coragem que elas tem de ser assim. Coragem de parecer ridículo.
Calma, cada um vive a vida como bem entende, e não cabe a mim julgar o estilo de ninguém. Mas o exagero não te inclui num patamar superior, ele te exclui dos patamares, te põe no “underground” social, pelo menos na visão dos mortais. Para quem é diferente, pra quem tem coragem de ser como QUER ser, o resto do mundo parece tão normal, que nada assusta. Mas o fato de ser exceção não assusta? O fato de pensar que o mundo gira de forma normal, e que você não precisava provar pra todos que você tem coragem?
Pode ser vício, mas não acredito nisso. Acredito que seja uma vontade enorme de chamar atenção.
Campanha: Abracem uma exceção.
C’ya.

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Ei Walter, dá uma ouvida na música “Ela Cortou Curtinho” do Grupo Nem Secos, que fala de cada um poder ser como quer:
http://www.myspace.com/nemsecos/music/songs/ela-cortou-curtinho-84352577
Valeu,um abração.
Oi Walter, valeu demais pelo seus comentários no nosso blog. Legal que você curtiu nosso trabalho. Como você falou, ainda há muito preconceito contra o diferente. É isso aí, o que nós queremos é fazer arte e cultura contra todas as formas de preconceito, a começar pelos do próprio meio cultural, abrindo o espaço para todas as formas de arte e disponibilizando gratuitamente para o público. Onde você mora? Espero que um dia tenha a oportunidade de conhecer nosso Centro Cultural. Valeu, um abração!