E a Libertadores?
Publicado por Thompson e arquivado em Textos, tags: Futebol, libertadores

Sonho sulamericano?
Pelo quinto ano seguido, um time do Brasil chega a final da Copa Libertadores. Um número bem expressivo. No entanto, pelo 3º ano seguido o Brasil perde o título.
Fazendo um balanço, o país com mais títulos são os nossos hermanos com 22 títulos e 8 vices. O Brasil vem em segundo, com 13 títulos e 15 vices. Somos o país vencedor de ter conquistado mais vices do que títulos em Libertadores. Uau!
Mas acho que a pergunta que nos devemos fazer agora é como deixamos isso acontecer? Segundo uma linha lógica de raciocínio, vemos que o Brasil é o país que mais tem títulos em Copas do Mundo. 5 para ser exato. Temos então a idéia de que como nenhum outro país venceu mais copas do mundo, somos o país com o melhor futebol no mundo. Certo. Nunca sofremos com escassez de jogadores e nosso campeonato nacional é tão forte como outros. Então ganhar uma competição internacional não deve ser uma tarefa fácil, mas em teoria os times brasileiros são favoritos. Não são?
Maldita palavra chamada Teoria. Nos dá uma idéia de previsão de algo que pode não se concretizar ou pode nos aliviar por certo tempo. E nós fazemos com que ela tenha esse sentido. Pois ao invés de transforma-lá em uma certeza, apenas confirmamos que ela era mais uma ‘teoria’.
Em 2007, o Grêmio de Mano Menezes sucumbiu diante do Boca Juniors. Riquelme destruiu com o jogo.
Em 2008, o Fluminense tido como um azarão fez uma campanha quase-pefeita. Renato Gaúcho fizeram o que parecia ser impossível. Eliminar São Paulo e Boca Juniors. Mas na final, um time do Equador acabou levando.
Nesse ano, o Cruzeiro de Adílson Batista foi superior a praticamente todos os times. Elenco forte, com jogadores de seleção e grupo unido. Mas bastou colocar a prova no papel que a decepção veio.
Mas afinal, o que são 90min? Um curto espaço de tempo? Para alguns sim …
O azul celeste tinha a faca na mão. No jogo na Argentina, segurou incrivelmente a pressão dos donos da casa. Anularam Verón, o cérebro do time e se deram ao luxo de perder um gol no fim.
Jogo de volta no Mineirão. Estádio lotado. Time confiante, pois apenas uma simples vitória bastaria. Mais 90 min. para conquistarem a América.
Nos primeiros 45min., jogo tenso. E violento. Na segunda etapa, mais de meio caminho andado com o golaço de Jonathan. Depois disso, o ano acabou. O Estudiantes virou o jogo e levou a taça. Como explicar como os brasileiros fazem ótimas campanhas nas fases anteriores, mas na final…?
Salto alto dos jogadores? Dificíl. Clima de ‘já ganhou’? Talvez.
Quem não se lembra de uma das maiores zebras de final de Libertadores?
Em 2002, o São Caetano ganhou o primeiro jogo no Paraguai por 1 a 0. Chegando no Brasil, o Olímpia reverteu a vantagem e ganhou de 2 a 1.
Nos penaltis, vitória paraguaia. Dá para explicar?
Não dá para criticar alguém ou algo num momento desses. Apenas trabalhar e trabalhar para que no ano que vem seja diferente. Para que as glórias do mesmo Cruzeiro em 97, do Vasco em 98 e do Palmeiras em 99 sejam repetidas. Ou até mesmo para que as campanhas de 92/93 e 05/06 do S]ao Paulo sejam lembradas.


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