Arquivo da Categoria “Dicas de Sexta”

Quando eu achava que a Pixar estava indo de mal a pior, e muito escondida na mídia, me aparece Up! Quando vi o trailer não imaginava o que estava por vir. Esperava por uma aventura infantil, com algum tom de humor americano padrão, mas fui pego de surpresa por um ótimo filme sobre valores, apego ao passado e nostalgia e aproveitar a vida da forma mais bonita possível.
Up! Altas Aventuras, te leva a um mundo que, pelo menos no contexto do filme, é aqui perto, na América do Sul, onde muitas aventuras acontecem quando duas gerações totalmente diferentes se encontram e descobram que não existem diferenças entre os eforços por algo que se quer muito!
O texto pode conter spoliers, então, se você não tem um carro de fórmula 1 assisitiu o filme, leia com cuidado para não perder a magia do enredo.
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Livros sempre são bons, mas esse ai ao lado é um dos melhores. É um clássico de “ficção científica” que fecha a Trindade Inglessa de livros do mesmo gênero, sendo eles 1984 de George Orwell e Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley, do qual já falei em uma dica de sexta, e o Laranja Mecânica de Anthony Burgess, que falarei agora.
Laranja Mecânica é narrada em primeira pessoa, onde o personagem principal, Alex, tem sua gangue e sai pelas ruas de londres botando o terror em tudo e em todos, que era uma visão de futuro de Burgess. Essa gangue não era a única, a época do livro se passa justamente num mundo dominado por crianças arruaceiras que ditavam as regras. A realidade da época é muito violenta, porém isso só diverte os garotos.
Uma das grandes sacadas de Burgess no livro é o vocabulário utilizado pelos adolescentes da época, a linguagem nadsat, como é chamada no livro. Todas as gírias foram criadas por Burgess, mas todas tem um sentido e um fundamento, seja em alguma palavra na lingua inglessa antiga, misturada com o alemão ou alguma palavra alemã “inglessada” entre outras! Inclusive, a versão da capa ao lado tem um “manual” de leitura que contaa história da escrita, das gírias e do próprio Burgess, para que você entre na Inglaterra que Burgess queria que você entrasse.
Fora as gírias, Alex é uma figura a parte, que adora música clássica e ve nela inspiração para bater, também tem seu próprio modo de falar, com vicios como “tipo assim” e dobras palavras no final, como “escolacola” entre outros.
O livro é divido em três partes, a primeira conta a história de Alex e seus ‘druguis’ nas ruas e em como foi capturado, a segunda, se ambienta em como Alex foi parar na prisão e passou pelo processo de reabilitação chamado ‘Ludovico’. A terceira parte mostra como é a volta de Alex as ruas e as reações que com certeza deixam os leitores com uma pulga atrás da orelha.
Quando se fala em Laranja Mecânica, logo temos em mente o filme. E não é por menos, pois o filme é um puta de um filme, com certeza, além de que foi dirigido por Kubrick que nunca deixou a desejar em seus filmes. O filme mostra bem o que o livro quis mostrar, principalmente quanto a vestuário e moda da época em contraste com a moda nadsat, o comportamento deles e também o tratamento de reabilitação, que foi muito bem revivido por Kubrick.
O livro tem uma leitura rápida, no início é dificil por conta das gírias, mais depois que se acustuma, você até as utiliza no dia a dia. Muito Horrorshow. Para quem gosta de ficção e em saber como achavam que seria o mundo a algumas décadas atrás é um livro imperdível!
Recomendação do Arte de Pensar!
C’ya
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É dificil acreditar numa criança né? Nunca se sabe se ela está falando sério ou brincando, sem contar que a gente sempre acha que ela ainda é muito pequena para entender certas coisas.
O filme se passa em Buenos Aires, por volta da década de 1960. Valentin é um garoto de 9 anos que vive com sua avó. Filho de pais separados, mora numa pacata rua e estuda num dos melhores colégios da região e passa seu tempo sonhando em se tornar astronauta. Seu pai as vezes vem visitá-lo e seu tio também. O pai de Valentin é um namorador e a mãe de Valentin nunca foi apresentada ao garoto.
Entre brigas e risadas com sua avó, que perdeu o marido a pouco tempo, Valentin vai contando os detalhes de sua vida de uma visão muito mais madura do que sua idade, levando assim o telespectador a sentir uma enorme empatia pelo pequeno personagem. Com poucos amigos e a dificuldade que possui em encontrar uma boa namorada para seu pai e assim “substituir” sua mão, Valentin faz de tudo para deixar as coisas da melhor forma, está sempre desposto a ajudar, pois é assim que ele se sente feliz, quando tudo está bem.
Um belo filme Argentino que com certeza emociona e muda o dia de quem assistir. Mostra como a vida pode ser difícil até para uma criança, que em tese, não teria que se preocupar com tantas coisas. No final do filme você se sente como Valentin, e consegue compreender que as responsabilidades e as preocupações mudam mas sempre com o mesmo peso. A maturidade do garoto deixa claro que é possível sonhar e ser feliz mesmo diante das mais corriqueiras dificuldades.
Para quem gosta de filmes contados por seus personagens principais, como o famoso Amélie Poulin, é um prato cheio. Uma bela obra do diretor Alejandro Agresti (que até participa como ator, representando o pai de Valentin) e o pequeno Rodrigo Noya o grande Valentin. Recomendo!
Obs: Dica postada no sábado as 00:41… Ah, me dêem um crédito, vai! =)
C’ya.
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O que você acharia de uma sociedade onde todos nascem e morrem fazendo o que mais gosta? Bom né? E se nessa sociedade, você não tivesse o direito de escolher o que mais gosta? Hmm… Difícil eim? Ser feliz fazendo o que gosta, mas você nem ao menos sabe se as outras coisas são boas também.
É justamente esse paradoxo social que o romance Admirável Mundo Novo (Brave New World) de Aldous Huxley quer passar aos leitores. O livro foi escrito em 1932, porém a concepção é tão contemporânea que é até difícil de acreditar que foi escrito no tempo de guaraná com rolha.
A história consiste em narrar a vida cotidiana de um futuro, onde a pessoa não nascia, e era criada em laboratário. Desde seu nascimento, o ser era treinado pscilógicamente a gostar e odiar coisas. A sociedade era moldada por castas, níveis sociais diferentes. O que definiam quem ia para qual nível social eram as suas caractarísticas genéticas pré-estabelecidas no laboratório onde a pessoa seria gerada.
Complexo? Nem tanto…
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O Título do post indica o que o quase altista simplório Forrest Gump, personagem principal do clássico Forrest Gump – O Contador de Histórias (1994) incorporado por Tom Hanks, fazia quando a coisa lhe apertava.
Por mais importante que seja essa frase no filme, ela não chega ao pés a mensagem “original” que ele traz.
O início é contado por ele, sentado em um banco em um ponto de ônibus, onde pessoas sentam ao seu lado, e ele inicia as conversas contando sua vida. Cada pessoa que fica ao seu lado ouvindo sua história tem uma reação diferente, deixando um ar mais comôdo a todos os espectadores, pois nunca se sabe quem está ouvindo ou como vão reagir. Alguns não dão atenção, outros se irritam com as histórias contadas outras acreditam e até apoiam, assim como os que assistem.
Dentre as histórias contadas por Forrest, podemos citar que, quando tinha uma mal jeito nas pernas, ensinou a Elvis Presley (que esteve hospedado na casa da mãe de Forrest) o famoso gingado na cintura. Forret também cumprimentou o Presidente Kennedy quando foi convocado à seleção universitária de Futebol Americano. Também é legal lembrar de como foi ao vietnã, salvou vários de seus companheiros e foi condecorado com uma medalha de honra. Ou até mesmo quando Gump, numa entrevista ao programa de Dick Cavett com participação de John Lennon, inspira o cantor a compor Imagine.
Com sua simplicidade e ingenuidade, Gump fica rico, atravessa o país correndo, encontra-se com seu amor Jenny o filho deles, Forrest Gump Jr (que diferente do pai é muito inteligente) – o garoto é interpretado por Haley Joel Osment de O Sexto Sentido e A.I. Inteligência Artificial – antes da morte de Jenny.
Os primeiros minutos do filme fazem você pensar que Forrest é apenas um louco mentiroso, porém aos poucos, você se envolve com o enredo e se deixa levar, assim como Forrest levava a sua vida: “A vida é uma pena carregada pelo vento”. Essa frase mostra o que o filme diz. Simples, maduro, ingênuo e muito bom. Além dessa, Forrest também dizia que sua mãe sempre falava que “a vida é como uma caixinha de bombons, nunca se sabe o que vai encontrar” entre outras.
Forrest interpretava o mundo de outra forma, e o ganhou por isso. Essa façanha só foi possível graças a sua ingenuidade e sinceridade. Forrest só foi ele mesmo o tempo todo.
Bom, Forrest Gump – O contador de Histórias é um ótimo filme para quem gosta de refletir enquanto lambe o sal da pipoca dos dedos. É um clássico e faz jus aos 6 Oscars ganhos dos 13 ao quais foi indicado.
Assistam, vale a pena. E para encerrar uma outra frase dita por ele: “Posso não ser inteligente; Mas sei o que é amar”.
C’ya
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