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jan 08 2010

Avatar: Panteísmo Monoteísta

Publicado por Walter e arquivado em Ciência, Comportamento, Religião, Sociedade, Tecnologia, Textos, tags: avatar, deusa, monoteísmo, panteísmo

Eywa tá nisso tudo ae...

Este post pode ser, digamos, spoilento (contém spoilers), ou seja, algo do enredo do filme pode acabar escapando, e isso não é muito legal, portanto, ler este post é como, diria nosso grande Silvão: “Por sua conta em risco!”.

Avatar é um grande filme, recomendado para todos. E o filme não peca em atuações, narrativa, ação, aventura, som, e é ainda mais convincente na lingúa nativa dos Na’vi e quanto a sua espiritualidade.


A grande mãe natureza, no filme, é chamada de Eywa. É ela quem dá a vida, quem tira a vida, quem merece festas, quem paga a conta, tudo. E mesmo os Na’vi sendo um povo bem atualizado, eles ainda creditam a Deusa todos os acontecimentos, o que mostra que a crença deles é bem primitiva, apesar do avanço social. Outro ponto em relação a primitividade religiosa deles é o fato de possuírem uma espécia de Xamã no clã, hoje em dia temos um representante divino a cada esquina, e esse Xamã é supremo e super respeitado.

Agora, porque Panteísmo Monoteísta?

Primeiro, por justamente eles falarem que a Deus manda em tudo. O Panteísmo, basicamente, é um quando esse Deus está em tudo, e por esse Deus ser apenas um, monoteísta portanto.

A cientista do grupo humano, diz que as raízes das ávores estão ligadas, e que todo o planeta é um grande cerébro interligado por raízes neurônicas, e tudo isso fica guardado em uma árvore que eles “adoram” como morada de Eywa. Outro ponto panteísta é que não se vê Eywa, e nem se tenta fazer mostrar uma imagem sobre ela, o que é legal, pois eles conseguiram deixar claro que é uma entidade ou apenas a própria natureza deles.

O povo Na’vi consegue convencer Jake sobre a força de Eywa, e em certa parte do filme essa força é demonstrada quando Jake pede ajuda a Eywa na tal árvore, e até mesmo a doutora cientista, que tanto quer saber sobre essas ligações lógicas de Pandora, cede aos encantos da entidade quando está… em apuros.

Essa super produção não deixa de lado detalhes como rituais, cuidados com a natureza, e as respostas de Eywa em forma de plantas e animais. Até a língua falada por eles impõe respeito em relação a natureza. É realmente muito bom ver como o planeta reage ao respeito das tribos que nele habitam!

Assistam! Vale muito a pena! Talvez o ser humano aprenda um pouco sobre respeito com esse filme.

Talvez.

C’ya.

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Artigo publicado em sexta-feira, 8 de janeiro de 2010 às 15:28 e arquivado em Ciência, Comportamento, Religião, Sociedade, Tecnologia, Textos. Comentários a este artigo podem ser verificados através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário ou fazer um trackback de seu próprio site.

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8 comentários para “Avatar: Panteísmo Monoteísta”
  1. Waldemar Olbertz disse:
    31 de janeiro de 2010 às 21:25

    A natureza da crença em uma divindade está bem caracterizada em Avatar e esta natureza está perfeitamente em harmonia com o racionalismo. Pode-se dizer que é uma crença com raízes atualizadas no conhecimento científico atual, uma vez que o filme define Deus com a seguinte frase: “Deus é a energia que interconecta em rede todos os seres vivos. Esta energia é apenas emprestada, e tem que ser devolvida”. Daí se conclui que Deus não tem forma, nem inteliigência e nem sentimentos, o que é perfeitamente admissível pela razão. A energia será devolvida quando sobrevier a morte, o que também dá um sentido a palavra morte. Esta definição em Avatar mostra um Deus muito mais subjetivo do que a crença comum, que se baseia na Bíblia e portanto já tem milhares de anos de desatualização. Talvez este conceito de Deus não consiga muitos adeptos, mas isto só se deve ao desconhecimento generalizado dos fatos científicos atuais e aos anseios mais profundos dos seres humanos, de uma identidade mais objetiva com seu Deus. Mas, convenhamos, melhor uma verdade que seja espelho da realidade do que uma ilusão que necessíta de explicações mirabolantes para ser admitida hipotéticamente, como é o caso das crenças baseadas na Bíblia e em outros livros que dão os fundamentos das outras Crenças, como o Alcorão e o Kardexismo. Outro fato que caracteriza o Deus de Avatar se define quando o personagem principal do filme começa a orar, para que a Deusa Eywa salve sua amiga (Sigourney Weaver) ferida mortalmente. Neste ponto sua companheira avatar lhe diz que Eywa não toma partido, ela apenas promove o equilíbrio da Vida. Neste ponto, o filme quer mostrar que não existe Providência Divina e que as coisas acontecem para o equilíbrio da vida e que orações não vão modificar esta verdade. Isto também está mais de acordo com a realidade, de vez que nem sempre as orações surtem efeito, mesmo que nossa fé na oração seja grande. E quando surtem efeito, o filme mostra que na realidade o efeito se deveu ao equilíbrio da vida. O filme, enfiim, trata de um Deus bastante subjetivo, monoteísta e mais em consonância com o Panteísmo. Waldemar.

  2. Jones C. disse:
    11 de fevereiro de 2010 às 17:40

    Olha, eu vi o filme ontem, doido pra rever de novo, mas o que eu reparei no filme acho que poucas pessoas devem ter notado. Mas Ey’wa não passa de um organismo biológico complexo, que mantém contato com todos os habitantes de Pandora. Quando Ey’wa atendeu a prece do Jake, ela estava apenas se defendendo como qualquer ser vivo. Ey’wa não era uma divindade no fim das contas, era apenas um ser vivo lutando pela sobrevivencia.

    Não dá pra usar Ey’wa para discutir temas como Deus.

    PS.: A cena que mostra Ey’wa como um ser vivo é a que a Dra Augustine e o Jake tentam impedir o coronel Quaritch de destruir as árvores, antes de eles serem presos. Ela diz que as árvores estão interligadas e fazendo sinapses mais complexas do que o cérebro humano. E a árvore da vida era a central desse cérebro.

    PS².: Kardecismo não existe. Existe Espiritismo. ;D

  3. Walter disse:
    11 de fevereiro de 2010 às 17:50

    Valeu pelo comentário, cara!

    Realmente a parte científica da equipe concorda com essa ligação, e é até que explícito. Mas mesmo sabendo disso, o Jake vai lá fazer a oração pra Ey’wa.

    É mais um questão de fé! E isso faz com que o assunto fique ainda mais profundo!

  4. Waldemar Olbertz disse:
    21 de fevereiro de 2010 às 9:29

    Temas que envolvem religiosidade são sempre polêmicos, pois em comentários individuais sempre são levadas em conta somente os conhecimentos individuais no aspecto racional, que diferem muito do conhecimento universal. Tudo isto, aliado aos aspectos afetivos ou emocionais próprios e diversos nos indivíduos faz com que o tema seja sempre muito polêmico. Discussões sobre este assunto podem ficar muito aquecidas ou então se tornarem completamente estéreis, dependendo dos aspectos racionais e emocionais de cada um. Waldemar.

  5. Alan Baptist Barizon disse:
    5 de agosto de 2010 às 14:37

    Não gostei muito do filme por um motivo: ele copiou parcialmente minha ideia. As relações dos seres humanos com outras formas de vida inteligente em outro lugar junto à “trama” (que graças a deus não é igual) da historia. Mas James Cameron não tem culpa! Ele nem sabe que eu existo e que tive, primeiro, a grande ideia central do filme. Fiquei feliz por um lado em ver que, se eu dirigisse meu filme, com o mesmo tema praticamente, ele seria muito bem aclamado pelo público e pela crítica e faturaria uma grande quantia nas bilheterias, mas como sou uma pessoa bastante criativa acharei um modo de contornar esse “problema” e inventar um contexto melhor.
    No mas, o filme agrada pelos excelentes efeitos especiais dados pela empresa “Light & Magic”, tanto é que o filme faturou três Oscar (Efeitos visuais, direção de arte e direção de fotografia).
    Foi e vai ser (não por muito tempo) a maior experiência cinematográfica.
    Aguardem!(…)

  6. Walter disse:
    5 de agosto de 2010 às 15:01

    Isso é fato, amigo! Cameron acertou em cheio no quesito “apresentação” mas o quesito “enredo” ficou na média!

    Mas mesmo já existindo a idéia, escreva o seu roteiro!

    Vai que algum dia dá certo, né não? ;)

    Abs!

  7. Alan Baptist Barizon disse:
    5 de agosto de 2010 às 15:03

    Não gostei muito do filme por um motivo: ele copiou parcialmente minha ideia. As relações dos seres humanos com outras formas de vida inteligente em outro lugar, a fisionomia delas e do habitat (Planeta). James Cameron não tem culpa! Ele nem sabe que eu existo e que tive primeiro, a grande ideia central do filme. Fiquei feliz por dois motivos: (1) Se eu dirigisse meu próprio filme, com o mesmo tema praticamente, ele seria muito bem aclamado pelo público e pela crítica e faturaria uma grande quantia nas bilheterias. (2) Que um diretor consagrado teve a mesma ideia que eu. Mas como sou uma pessoa bastante criativa acharei um modo de contornar esse “problema” e inventar um contexto melhor.
    Aguardem!(…)
    Sou católico, mas não se pode comparar arte (que no caso é o filme Avatar e tantos outros) com a religiosidade.
    O filme foi criado na cabeça de uma pessoa que tem livre arbítrio de expor suas idéias e opiniões (que no caso expostas em forma de filme), quer queira ser aceitas ou não, ainda mais que sejam de ficção cientifica que no caso é uma coisa irreal e que não precisa seguir a realidade (Por exemplo, seguir a ideia da divindade única criadora do universo conhecida como DEUS). Os religiosos e principalmente o Vaticano devem aceitar esse fato.
    No mas, o filme agrada pelos excelentes efeitos especiais dados pela empresa “Light & Magic”, tanto é que o filme faturou três Oscar(s) 2010 (Efeitos visuais, direção de arte e direção de fotografia).
    Foi e vai ser (não por muito tempo) a maior experiência cinematográfica.

  8. shara disse:
    21 de março de 2011 às 19:38

    olha é legal pois fala da religiosidade há fé em Deus q é umn ser q ñ vemos mais podemos sentir e ele o avatar .valeu pelo filme e pela tecnologia q vem nele

  9.  
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