
A mais de um mês chove todos os dias em São Paulo. E não é aquela chuvinha não, aquelas que só dão uma molhadinha, de lado, e vão embora. São chuvas mesmo, com água e tudo. E todo o dia! Tá certo que o Paulistano já estava acostumado a sair com uma blusa em dias ensolarados, por que a gente nunca sabia o que podia acontecer. Mas agora a gente sabe: Vai chover! E essa certeza assusta, porque está quase virando uma paisagem comum por aqui.
A chuva é consequência de diversos fatores ambientais que estamos cansados (ou pelo deveríamos estar) de ouvir. Muito calor, a água evapora, vira nuvenzinha e chove. Normal. O que não é normal é aceitar que uma cidade tão grande quanto São Paulo sofre tanto com a chuva.
Claro, tantas outras cidades também foram castigadas pela chuva, e muita coisa pior já aconteceu por causa dela.
Desabamentos, deslizamentos de terra, trânsito, alagamentos, tudo isso ocorre por nossa causa. Sim, isso é fato e não há o que discutir (até é meio difícil de manter um diálogo com uma nuvem). Todo os dias a gente reclama da chuva, mas continuamos a poluir o planeta de todas as formas.
Passando pela entrada de São Paulo para Santo André, temos um dos maiores pontos de referência por lá, a Petroquímica. De longe dá pra ver o fogo da queima dos combustíveis e da matéria prima sendo refinada lá dentro. A fumaça preta das chaminés deixa aquela parte de cidade sempre quente e cheia de nuvens estanhas. É claro que não podemos pedir para que tudo aquilo feche até os humanos voltarem a respirar oxigênio não-aditivado, mas alguma outra coisa tem que ser feita.
Para quem assistiu Efeito Borboleta, sabe que uma pequena alteração na história pode causar uma grande mudança a longo prazo. Isso mesmo Brasileiros ejaculadores precoces, a longo prazo. E a longe prazo entende-se mais de uma gestão da cidade, o que comumente ocorre no Brasil, onde se muda a gestão e se muda a forma de tratar o povo.
Pequenos passos como aumentar a qualidade do transporte público, que iria diminuir a compra de carros ou pelo menos a utilização dele (levando em conta o preço atual dos combustíveis). Trabalho de conscientização da população quanto a coleta seletiva de lixo, oferecendo latas de lixo identificadas por um preço baixo e justo, entre tantos outros pequenos passos. Mas isso é coisa que o governo deve pensar.
Nós, meros mortais, devemos nos atentar a pequenos passos também, como não jogar lixo na rua ou queimá-lo, realizar a inspeção veicular para avaliar a taxa de emissão de gases de nossos veículos, entre tantos outros pequenos passos, também!
Claro que a culpa é nossa por tudo o que acontece, e talvez ainda não seja tarde para recomeçar. Basta a gente querer, é claro.
C’ya.

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